Parece um sinal.
Aqueles passos apressados com todas as afirmações na cabeça.
O dia cheio, ou vazio, e de tanto nada e tudo, a atenção
voava longe e nada segurava o humor e o sorriso no rosto.
Caminhando e pedindo um banho gelado (nos dias quentes
típicos de Campo Grande) começo a escutar uma voz fininha,
engraçada e ao mesmo tempo, firme e decidida.
Quase como uma senha, o sorriso foi aparecendo no
meu rosto, o humor ácido foi ficando doce e a gargalhada ao
chegar em frente ao portão da minha casa foi incontrolável.
A voz surgiu da menina de calça e blusa azul com óculos
'hype' (vermelho e amarelo) - combinando - !
A combinação ficou perfeita, quando optou pelo violão, também
azul, no material mais agradável para crianças de 6 a 10 anos...
O plástico!
Aquelas cordinhas de nylon, o violãozinho que afinava no ritmo
insano da cabeça, a música com a lógica inteligente
que SÓ a gente conhece quando se é criança.
E eu me vi ali, fazendo show, como tava minha 'xará'.
E deu vontade de cantar com ela, de ser público e de não
ser mais adulta!
Não, não é síndrome de peter pan, é saudade!
E ainda que eu tente, levar na graça da criança
nem sempre nos torna adultos responsáveis.
Mas isso, é um outro capítulo 'especial de fim de ano'...